Chance
Eu tenho uma ideia sobre ‘Chance’. Essa 'Chance' que nos traz a incerteza. Que nos leva ao possível, ou ao impossível. Que nos remete ao quase ou ao talvez. Que pode nos levar medo, ou alegria. Pois bem, eu tenho uma ideia diferente sobre ‘Chance’.
Eu lhe digo que Chance é Chance. Essa redundância é para confrontar com aquelas ideias de quem diz: ‘temos poucas chances’; você tem 0,1% de chance’; ‘isso tem 99% de chance de dar errado (ou dar certo).
Eu já penso que não existe esse negócio de pouco, muito ou quase. Chance é Chance.
Se a previsão do tempo fala que tem 90% de 'Chance' de chuva, isso apenas diz que as condições para chover, no caso, as nuvens carregadas, estão ali e podem levar à chuva. Isso não diz, convictamente, se vai chover ou não. Se acaso chover, quer dizer que aqueles 10% que faltava, desapareceram. E se não chover... aí são 90% que desaparecem. Você está entendendo, caro leitor? Isso quer dizer que a ‘Chance’ que existia antes, não existe mais depois do fato consumado, ou pode ser que nunca existiu. Depois do fato só existe a certeza.
Quantas vezes mais vou ter que escutar nos noticiários esportivos 'que os matemáticos dizem que o time líder do campeonato tem X% de Chance de ser campeão'?
Na minha teoria a ‘Chance’ não tem tamanho. Não tem preconceitos, nem idade, logística, personalidade, é imunsurável. Também não estou fazendo propaganda da Mega sena. Não falo de 'Sorte', 'Sorte' é outra coisa.
Se um dia virmos uma garota linda e maravilhosa, digna de Miss, e um garoto escroto, espinhado, burro. Muitos diriam que ele não tem muitas chances (ou talvez nenhuma) de ficar com ela. Mas eu lhe digo que a única condição para eles ficarem juntos é a de estarem vivos. Afinal, o que mais seria capaz de impossibilitar essa conjugação? Apesar de toda repugnância que ela possa sentir por ele, sempre haverá uma 'Chance', e, de acordo com minha teoria, essa 'Chance' não tem tamanho, ela apenas existe. Ela pode ser consumada em vitória ou fracasso, tristeza ou alegria. Pode ser que o sórdido rapaz venha a enriquecer (não que eu ache que todas as mulheres sejam interesseiras), com o dinheiro ganho, ele faria uma plástica no rosto. Ou até mesmo, ela poderia se encantar por ele, do jeito que ele é agora. Quem pode entender o amor? O certo é que ele tem uma 'Chance', e isso já basta.
Embora eu tenha dito todas essas coisas em tom de auto-ajuda, existe outro porém que devo lhe confessar: uma ‘Chance’, às vezes, pode ser única. E também mesmo que alguém te diga que ela é grande, pequena, pouca ou muita; não importa. Ela é única. E se você deixá-la ser consumida pelo tempo e escapar, essa 'Chance' pode se tornar uma lembrança desagradável em sua mente.